Unicamp aprova vagas pelo Enem, mudanças em bônus e
prevê até 170 vagas extras para destaques em olimpíadas

Atualizada: 22 de Novembro/2017

Fonte: Site G1

Propostas que visam elevar inclusão social na universidade foram aprovadas pelo Consu, nesta terça-feira. Grupo ainda votará implementação de cotas étnico-raciais e criação de vestibular indígena.

O Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou, nesta terça-feira (21), a oferta de vagas pelo Enem no vestibular 2019, e a criação de oportunidades extras para os candidatos que se destacarem em olimpíadas que tenham pelo menos abrangência nacional. A reunião no campus de Campinas (SP) teve início por volta das 9h e o grupo ainda discutirá nesta tarde a implementação das cotas étnico-raciais, reserva de vagas aos indígenas e estudo sobre bônus para deficientes.

Segundo José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão organizadora do vestibular (Comvest), 20% das 3,3 mil oportunidades em 70 cursos de graduação serão preenchidas de acordo com o desempenho obtido pelo candidato na prova do Enem. A Unicamp, explica, regulamentará um sistema próprio em edital, onde serão consideradas avaliações das unidades de ensino.

"O Consu considerou que é um mecanismo mais democrático e permitirá mais oportunidades", ressaltou Freitas Neto ao mencionar sobre a escolha desta modalidade e, com isso, rejeição à oferta de vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), organizado pelo Ministério da Educação.

A distribuição, explica o coordenador, será feito da seguinte maneira: 10% aos oriundos de escolas públicas; 5% aos candidatos autodeclarados pretos e pardos procedentes de unidades da rede; e outros 5% reservados exclusivamente para os estudantes autodeclarados pretos e pardos.

Vagas extras

Outra proposta já aprovada pelos conselheiros é a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas com pelo menos abrangência nacional. Segundo Alves, o número de oportunidades aumentará em até 10% por curso, e a competição será restrita aos inscritos neste grupo.

"Ele deve ser no mínimo bronze [3º lugar]. A expectativa é que tenhamos 170 vagas disponíveis", falou ao ponderar que há hipótese de preencher vagas não ocupadas na primeira chamada.

Ele mencionou que a proposta não implicará em alta de gastos para a universidade. "Há uma compensação por causa da evasão registrada ao longo do curso", explicou o coordenador.

Paais

O Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005 na universidade, também será reformulado e o bônus deve ser somado à nota final de cada fase do exame da seguinte maneira: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas.

Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, portanto, serão incorporados 60 pontos às notas das provas. Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.

A universidade

De acordo com site da Unicamp, atualmente há 34,6 mil alunos matriculados nos cursos de graduação e pós oferecidos nos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba. Desde 2009, a universidade não registra aumento significativo de vagas, de acordo com a Comvest.

No domingo, a universidade aplicou a 1ª fase do vestibular 2018 para 76,5 mil candidatos e a abstenção foi de 9,02%. Veja detalhes sobre a cobertura do exame aplicado em Campinas.


Fonte:

www.g1.globo.com

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