Unicamp estuda reserva de 20% das vagas para Sisu e criação de vestibular indígena em 2019

Universidade também planeja garantir 15% das oportunidades para contemplados por cotas étnico-raciais; veja detalhes da proposta.

Atualizada: 01 de Setembro/2017

Fonte: Site G1

A Unicamp confirmou nesta quinta-feira (31) que estuda reservar 20% das vagas nos cursos de graduação ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa como critério de análise, para ingresso, a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, a proposta prevê destinar 15% das oportunidades para quem optar pelo sistema de cotas étnico-raciais (autodeclarados pretos e pardos), além da criação de um vestibular específico para povos indígenas.

Os novos formatos visam elevar a inclusão na universidade e integram estudos feitos por um grupo de trabalho criado pelo Conselho Universitário (Consu), em Campinas (SP), no mês de maio, com objetivo de elaborar implementação progressiva das cotas étnico-raciais a partir do vestibular 2019.

Segundo a comissão responsável pelo processo seletivo (Comvest), o plano foi levado nesta tarde para a Câmara Deliberativa do Vestibular. A partir de agora, sugestões serão debatidas em institutos e faculdades dos três campi, para eventuais alterações, e a votação final será em 21 de novembro.

Com isso, 65% das 3,3 mil vagas distribuídas entre 70 cursos de graduação passariam a ser preenchidas por ampla concorrência. As inscrições do Vestibular 2018 terminam nesta quinta-feira.

A meta do grupo de trabalho, de acordo com a Unicamp, é preservar meta de 50% dos estudantes oriundos da rede pública - por curso e turno - e buscar índice de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo parâmetro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estado de São Paulo. Além disso, ela deverá ser complementada por critérios adicionais.

Revisão e oferta de vagas

De acordo com a Unicamp, 10% das vagas do Sisu devem ser destinadas aos estudantes oriundos de escolas públicas; 5% aos candidatos pretos e pardos procedentes de unidades da rede; enquanto outros 5% serão reservados exclusivamente para os estudantes pretos e pardos.

Sobre o Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005, também deve haver uma reformulação, na medida em que o bônus será somado à nota final de cada fase do vestibular da seguinte forma: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas.

Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, serão incorporados 60 pontos às notas das provas. Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.

Ainda de acordo com a Unicamp, a criação de um vestibular indígena autônomo deve reservar pelo menos duas vagas. A proposta prevê realização de um exame descentralizado em pelo menos três capitais de diferentes regiões do país, e junto com outras universidades públicas do estado.

Ainda de acordo com a Unicamp, a criação de um vestibular indígena autônomo deve reservar pelo menos duas vagas. A proposta prevê realização de um exame descentralizado em pelo menos três capitais de diferentes regiões do país, e junto com outras universidades públicas do estado.

Os candidatos aprovados, segundo a instituição, serão convocados após a primeira chamada do vestibular. "Eles devem preencher as vagas que não forem ocupadas", falou Freitas Neto. Entre os cursos que devem estar disponíveis, propõe o grupo de trabalho, há medicina, ciências biológicas, farmácia, enfermagem, educação física, nutrição, ciências sociais, letras, linguística, pedagogia, geografia, história, filosofia, administração, comunicação social - midialogia e engenharia agrícola.

Outra proposta da universidade é permitir o ingresso por vagas que serão designadas aos melhores classificados em olimpíadas, competições de conhecimento ou modalidades que demonstrem desempenho excepcional do estudante a critério de áreas específicas.

Fonte:

Site G1

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