ELITE PRÉ-VESTIBULAR CAMPINAS - o cursinho ideal para quem vai enfrentar vestibulares de elevada concorrência: FUVEST, UNICAMP, UNESP, UNIFESP, UFSCar, ITA, ENEM...

Gilberto deixa zona rural de MT rumo ao ITA

Publicada em 27-02-2007



Ganhou repercussão nacional o surpreendente desempenho do estudante mato-grossense Gilberto dos Santos Giuzio, 22 anos. Apesar de ter crescido no interior do Estado e de ter estudado em escolas rurais a vida toda, trabalhando na roça na infância e adolescência, passou no concorrido vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, e em primeiro lugar nos vestibulares da Unicamp e USP, de Campinas e São Carlos, para Engenharia Elétrica.

Gilberto, por telefone do alojamento do ITA onde mora hoje, conta que nasceu no Paraná, que aos 2 anos veio com o pai, a mãe e uma irmã para Nova Monte Verde (município a 968 quilômetros ao norte da Capital). Que quando tinha 7 anos o pai morreu e, por isso, foi criado praticamente pela mãe, e aos 13 mudou-se para Nova Bandeirantes, onde morou nos últimos tempos.

Quanto ao trabalho na roça, avalia que esta é uma questão cultural e que não escapou disso. “Mexia com gado, fazia cerca, roçava, tudo”.

Aos 13 anos, parou de estudar para trabalhar em tempo integral. Estava na 8ª série. Voltou aos 16 anos, completou a 8ª e parou de novo. O que forçava isso eram as dificuldades para chegar à escola. “Quando eu era bem pequeno não, estudava perto de casa. Mas da 5ª à 8ª, tinha que andar 6 quilômetros e tomar um ônibus, no qual viajava mais 7 quilômetros. Os ônibus velhos e as estradas ruins deixaram na lembrança dele muitas histórias de atoleiros. “Cansamos de pousar na estrada”, conta.

Gilberto avalia a estrutura de ensino que teve como “complicada” e acha que o que faz dele um aluno diferente “é o esforço”. Ficou sabendo do ITA por meio de uma propaganda de vários cursos pré-militares que chegaram à escola. “Primeiro, me interessei pelo salário, depois pela qualidade da instituição e do renome”, admite.

O salário do ITA é de R$ 2 mil só no terceiro ano, aos que fazem opção militar. São cinco anos de formação ao todo, com direito a ensino gratuito, alimentação, assistência médico-odontológica e alojamento.

Em busca disso, depois de concluir o Ensino Médio, Gilberto mudou para a casa de uma tia, em Campinas, fez prova para bolsa em um cursinho local e ganhou desconto de 50%. Com o andamento das aulas, o dono do cursinho o chamou e ofereceu 100% de desconto para ele parar de trabalhar e se dedicar aos estudos. Foi o que precisava para não dar margem a erro.

O ITA fica a 85 quilômetros de São Paulo. Tem meio século de tradição e fama no país todo. Para se ter idéia, os prédios da biblioteca e o central foram arquitetados por Oscar Niemeyer. Todo ano, a instituição abre uma pequena fenda – 130 vagas – por onde tenta passar uma multidão de candidatos. Este ano foram 5.558.

A maioria dos matriculados é de famílias ricas, diz o chefe do Setor de Vestibular do ITA, Luiz Carlos Rossato. E, na vida acadêmica, estudaram nas mais renomadas escolas do país, algumas delas a R$ 1,5 mil por mês. Professor de matemática aposentado, acha que a lição deixada por Gilberto é a de que “todos podem ser bons, basta acreditar”.

Da Reportagem

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