ELITE PRÉ-VESTIBULAR CAMPINAS - o cursinho ideal para quem vai enfrentar vestibulares de elevada concorrência: FUVEST, UNICAMP, UNESP, UNIFESP, UFSCar, ITA, ENEM...

Ex-lavrador é aprovado no ITA, Fuvest, Unicamp e IME

Publicada em 25-02-2007



O jeito tímido impede um pouco Gilberto dos Santos Giuzio, de 22 anos, de comemorar. O sonho de menino de roça tornou-se realidade. A realização veio com a sua aprovação nos vestibulares 2007 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), da Universidade São Paulo (USP) e do Instituto Militar de Engenharia (IME).

A sua vida foi a igual de muitos garotos da zona rural: conduzia o carro de boi, vacinava o gado, fazia cerca, roçava o pasto, entre outros serviços típicos de sítio. Estudar foi uma dificuldade. Sempre em escola pública. Os últimos dois anos do Ensino Médio foram concluídos por meio de supletivo. Fez, gratuitamente, o curso pré-vestibular Elite, em Campinas, onde morou com uns tios, no Novo Campos Elíseos.

Giuzio ficou sem estudar por cerca de dois anos. Os afazeres do sítio do padrasto o esgotava. Quando morava com o pai e a mãe em Monte Alegre (MT) - quando deixou o Paraná aos 2 anos, terra onde nasceu - Giuzio só estudava. Andava 5 Km de bicicleta até chegar à escola. Com a morte do pai, o garoto de 7 anos recebeu o apoio de um tio de sua mãe, Manuelina dos Santos Costa. Aos 13 anos, a mãe se casou. A família mudou para Nova Bandeirantes (MT). Com a mudança, Giuzio teve de parar de estudar para ajudar o padrasto. Em 2000, voltou aos bancos escolares e concluiu a 8ª série do Ensino Fundamental.

A velha bicicleta voltou a ser usada. Giuzio rodava com ela por 6 quilômetros. Depois, guardava-a na casa de um amigo e tomava um ônibus, que percorria mais 7 Km. Em 2001, parou novamente os estudos, retomados em 2002. Para estudar, precisava percorrer 50 Km em um ônibus fretado até a escola, onde concluiu a 1ª série do Ensino Médio. Pensou em desistir devido à lida no sítio. Repensou. Fez a prova do supletivo e concluiu o Ensino Médio. O diploma chegou, mas faltou o conhecimento. Giuzio resolveu, então, pegar livros em biblioteca, emprestar de amigos e até comprar, por telefone, em livrarias da Capital Cuiabá (MT). Estudava a luz de vela e sozinho. Energia só a do motor, que deixava ligada a televisão e a lâmpada da cozinha.

"Eu nem havia feito a sua 2ª série do Ensino Médio e fui convidado para dar aulas porque faltava professor em Nova Bandeirantes (MT). Lógico que não aceitei" , conta Giuzio. Sempre sonhou em fazer engenharia. "Minha mãe me conta que, entre 4 e 5 anos, por eu já fazer contas, o dono de um mercadinho me apelidou de matemático." Em 2005, fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foi quando prestou o vestibular do ITA. "Foi um desastre: dos 20 testes, acertei seis e nenhuma das 10 questões dissertativas." Mudou-se para Campinas na casa dos tios - a faxineira Idalina Pereira dos Santos e o frentista Adão Ribeiro Soarez, afastado por doença..

Trabalhou três meses numa ótica para ajudar os tios na despesa da casa e para pagar o curso pré-vestibular Elite. Foi quando o professor Eliel Barbosa da Silva, formando em engenharia pelo ITA, resolveu oferecer uma bolsa de estudo integral a Giuzio. "Falei com os meus tios, já que não ajudaria com o pouquinho que dava. Eles me deram total apoio." O início do curso preparatório para o ITA, oferecido pelo Elite, foi muito difícil. "O colega do lado perguntava e eu nem entendia por quê fazia a pergunta" . Silva revela que Giuzio estudava das 7h às 23h. "Este garoto tem um talento especial" . Mas, com pés no chão, o palmerense Giuzio diz: "Agora, tenho o desafio de concluir o curso que sempre sonhei e no ITA."

Nice Bulhões / Agência Anhangüera

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